Lula defende política tributária no Brasil com foco na redução da sonegação

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Em entrevista ao SBT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a importância da Reforma Tributária em discussão no Congresso Nacional. Ele destacou que a proposta visa combater a sonegação fiscal e, mesmo com uma possível redução na carga tributária, busca ampliar a arrecadação do país. Lula enfatizou a necessidade de uma política tributária eficiente para garantir maior justiça fiscal e promover o desenvolvimento econômico.

Fonte: Planalto


“É necessário ter habilidade, diálogo e discussão para construir o texto. Nosso objetivo é reduzir a carga tributária e implementar uma política tributária séria que combata a sonegação. Isso significa que, mesmo com uma redução nos pagamentos individuais, um maior número de pessoas contribuindo resultará em uma arrecadação maior para o Estado. Trabalhamos com essa ideia fixa”, afirmou o presidente durante a entrevista ao SBT.

Ao longo da entrevista, que teve duração de meia hora, o presidente abordou diversos assuntos, como o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a relação com o Centrão, o programa Desenrola Brasil que visa a renegociação de dívidas para milhões de brasileiros, os avanços do Plano Safra e a criação de uma prateleira de terras improdutivas para evitar invasões.

Além disso, o presidente demonstrou otimismo com a nomeação de Fernando Diniz como novo técnico da Seleção Brasileira de futebol, ressaltou a importância das agendas internacionais e o protagonismo nacional na questão ambiental e na transição energética.

Fonte: UOL

REFORMA TRIBUTÁRIA – Certamente, o texto perfeito desejado por Haddad e pela Câmara não será alcançado. É um texto que será possível construir, uma vez que a reforma tributária envolve os interesses de 203 milhões de pessoas. Quando se fala em reforma tributária, todos desejam reduzir a carga tributária e criar o Imposto sobre Valor Adicionado (IVA). No entanto, quando se colocam todas as ideias na mesa, surgem 203 milhões de opiniões e, nesse momento, é necessário ter habilidade, conversar e discutir para construir um texto. A ideia é proporcionar ao Brasil uma política tributária tão séria que reduza a sonegação. Isso significa que, mesmo que as pessoas paguem menos, se mais pessoas contribuírem, o Estado arrecadará mais. Essa é a ideia em que estamos focados.

OBRAS PARADAS – Durante a transição de governo, coordenada pelo Alckmin, descobrimos que o Brasil tinha 14 mil obras paradas. Dessas obras, quatro mil eram escolas, das quais mil e setecentas eram creches. Estamos em processo de retomada de todas as obras que podem ser reiniciadas. Pretendemos lançar, ainda na segunda quinzena de julho, o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) juntamente com o Minha Casa, Minha Vida 2. Serão construídas mais dois milhões de novas casas para o povo trabalhador, além das 186 mil casas que estavam paradas e serão retomadas. Já entregamos 10 mil casas e entregaremos todas as que tiverem condições.

NOVO PAC – Esse novo PAC será extremamente importante, pois abordará a questão da transição energética. Pretendemos realizar um grande programa de investimentos em energia eólica, biomassa, solar, hidrelétrica e, ainda mais, em hidrogênio verde. Estamos estabelecendo parcerias com vários países na produção de hidrogênio verde. O PAC é uma forma de dizer que o Brasil está de volta, o crescimento econômico está de volta, os salários estão de volta e a melhoria na qualidade de vida do povo está de volta. Para você ter uma ideia do que está acontecendo no Brasil, o governo anterior investiu apenas R$ 21 bilhões em obras de infraestrutura ao longo de quatro anos. Somente neste ano, investiremos R$ 23 bilhões. Em apenas seis meses, fizemos mais investimentos do que em todo o ano passado.

CRESCIMENTO – O que prometo é o seguinte: vamos estabelecer parcerias com os governos estaduais e com o setor privado. Desejamos construir muitas Parcerias Público-Privadas (PPPs) e, ao mesmo tempo, faremos com que nossos ministros viajem pelo mundo para apresentar um pacote de projetos. Os Emirados Árabes desejam investir no Brasil? Eles conhecerão o projeto. A Arábia Saudita deseja investir? Eles conhecerão o projeto. A China deseja investir no Brasil? Eles conhecerão nossos projetos.