“Governador de Mato Grosso critica barganha do União Brasil com governo Lula, considerando-a sem sentido”

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Durante uma entrevista, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, membro do partido União Brasil, expressou sua crítica em relação à prática de barganha por ministérios no governo Lula (PT). Ele se posicionou contrário a esse histórico fisiologismo da política brasileira, que consiste em trocar cargos por apoio político.

Mendes ressaltou que em seu estado não utiliza dessa prática. Para o governador, o papel do parlamento é fundamental no sentido de fiscalizar, aprovar leis e promover um debate construtivo. A compra ou barganha de apoio por meio da distribuição de cargos é algo com o qual ele discorda. Mendes enfatizou que ter indicações políticas não é errado, mas não se deve cair no fisiologismo desse sistema.

Fonte: UOL


Durante a entrevista, o governador Mauro Mendes, do partido União Brasil, não poupou críticas nem mesmo ao seu próprio partido, e afirmou que não vê sentido na prática de barganha por espaço no governo. Ele questionou como poderia aprovar tal conduta se não a utiliza em Mato Grosso. Segundo Mendes, o presidente Lula deveria ter autonomia para montar seu ministério sem sofrer pressões partidárias.

Ele enfatizou que Lula possui capacidade e legitimidade para fazer essas escolhas, pois foi eleito pela maioria dos brasileiros. O governador defendeu que é papel do Congresso fiscalizar o governo, e não indicar membros para compor o ministério.

Fonte: Carta Capital


O governador enfatizou a importância de não se opor a medidas benéficas para o Brasil simplesmente por estar em um partido de oposição. Ele considerou isso um grande equívoco e um desrespeito aos cidadãos e eleitores brasileiros. Segundo ele, se algo é bom para o país, por que não se aproximar? Ele destacou que seu compromisso não é com o presidente Bolsonaro, mas sim com a população de seu estado.

O governador também expressou seu desacordo com a postura do ex-presidente em relação à reforma. Embora evitasse rotular essa postura como um erro, ele a considerou um equívoco. Para ele, reconstruir um novo modelo tributário, mais eficiente e moderno, é algo positivo para o Brasil e para os brasileiros como um todo.