Conferência revela plano da China de ‘sinicizar o cristianismo mundial’

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Segundo o relatório da revista Bitter Winter, durante a “Reunião de Treinamento para Pastores-Chave da Região Cristã do Nordeste da China”, realizada em junho, líderes religiosos alinhados com o Partido Comunista da China revelaram a intenção do presidente Xi Jinping de “mudar a face do cristianismo mundial”. A conferência, que contou com a presença de palestrantes como o pastor Kan Baoping e o pastor Shan Weixiang, transmitida nacionalmente, marcou o lançamento de um plano ambicioso por parte do presidente chinês e seu partido.

A revista Bitter Winter, conhecida por sua defesa da liberdade religiosa e direitos humanos, divulgou o relatório que detalha as discussões e declarações feitas durante a conferência. O plano mencionado tem como objetivo reestruturar o cristianismo na China e influenciar a forma como a religião é praticada em todo o mundo. As informações apresentadas na conferência geraram preocupações e levantaram questionamentos sobre a liberdade religiosa e a autonomia das comunidades cristãs na China.

Fonte: guiame


No discurso durante a conferência, o pastor Kan enfatizou a importância de um “cristianismo adaptado a uma sociedade comunista” e previu que o Movimento das Três Autonomias desempenharia um papel fundamental na disseminação da “experiência bem-sucedida da sinicização do cristianismo”.

O termo “sinicização”, também conhecido como “chinização”, refere-se ao processo de alinhamento dos princípios cristãos com as tradições e a cultura chinesa. O pastor Kan afirmou que essa abordagem resultaria na transformação do cristianismo em nível global.

No entanto, é importante destacar que sinicizar o cristianismo é considerado pelos críticos como uma estratégia comunista para impor uma ideologia e reinterpretar os ensinamentos bíblicos. Os cristãos acreditam na “cultura do céu” e que Jesus será o Rei de toda a Terra, o que torna difícil conciliar os princípios fundamentais do cristianismo com a cultura e a ideologia do governo chinês.

A declaração do pastor Kan despertou debates e levantou questões sobre a liberdade religiosa na China e a influência do governo no cristianismo. Essas discussões evidenciam as tensões entre a fé cristã e a política em um contexto de controle estatal na China.

Fonte: Church in China

Em suma, os cristãos não estão dispostos a seguir as ordens de um líder humano, pois já seguem os princípios e valores de um único Deus em suas vidas. Especialistas consideram a tentativa do Partido Comunista Chinês, que é oficialmente ateu, como uma forma de exercer controle absoluto sobre as religiões. Segundo o Christian Post, eles têm o objetivo de “alienar o cristianismo”.

De acordo com o grupo de direitos humanos China Aid, ao tentar sinicizar o cristianismo, o PCC busca reduzi-lo a um ponto em que funcione apenas como uma ferramenta, transformando-o em uma versão distorcida do cristianismo, conhecida como pseudocristianismo.

Essa estratégia levanta preocupações sobre a liberdade religiosa na China e o impacto que ela pode ter nas práticas e crenças dos cristãos. A resistência dos fiéis em se submeter a esse controle ideológico demonstra a importância que eles atribuem à sua fé e à autoridade divina em suas vidas.