Coalizão mundial se reúne nos Estados Unidos para combater o fentanil e outras drogas

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O governo dos Estados Unidos convocou uma reunião virtual com representantes de um grupo de países nesta sexta-feira (7) com o objetivo de combater o fentanil, um poderoso opioide. Notavelmente, a China não esteve presente, sendo acusada de ser a principal fonte das substâncias químicas utilizadas pelos cartéis mexicanos na fabricação dessa droga.

Durante a reunião, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmou aos ministros de mais de 80 países que os Estados Unidos têm sofrido os impactos do problema antes de muitos outros. A overdose de drogas, especialmente opioides sintéticos como o fentanil, causou a morte de quase 110 mil americanos somente em 2022. Essa substância é até 50 vezes mais potente que a heroína.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação global na luta contra o fentanil e outras drogas, visando reduzir o impacto devastador dessas substâncias tanto nos Estados Unidos quanto em outros países. A ausência da China na reunião destaca as preocupações sobre seu papel no fornecimento das substâncias químicas utilizadas na produção do fentanil.

É uma questão urgente e complexa, que requer esforços conjuntos e medidas efetivas para conter a disseminação e o uso do fentanil, bem como para interromper as redes de tráfico de drogas que contribuem para essa crise de saúde pública. A reunião representa um passo importante para promover a colaboração internacional no enfrentamento desse desafio global.

Fonte: folhape

Durante a reunião, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, destacou a preocupação com o fato de que, uma vez que o mercado americano está saturado, as corporações criminosas transnacionais estão buscando expandir seus lucros em outros lugares. Ele ressaltou a necessidade de agir com extrema urgência, enfatizando que se não tomarmos medidas conjuntas, mais cidades ao redor do mundo sofrerão os custos catastróficos que têm sido observados nos Estados Unidos.

A dependência de drogas nos Estados Unidos tem aumentado significativamente desde a década de 1990, quando as empresas farmacêuticas promoveram intensamente analgésicos, o que teve um impacto desproporcional nos veteranos das guerras no Iraque e no Afeganistão. Essa situação demonstra a complexidade e as ramificações da crise das drogas, exigindo uma abordagem global e esforços colaborativos para enfrentar suas causas profundas e as consequências devastadoras que afetam as comunidades em todo o mundo.

A reunião serve como um chamado à ação para enfrentar essa crise de saúde pública e o tráfico transnacional de drogas. É necessário abordar não apenas o fornecimento e o comércio de substâncias ilícitas, como o fentanil, mas também lidar com as causas subjacentes da dependência e buscar soluções eficazes para prevenção, tratamento e recuperação. Somente por meio de uma cooperação internacional robusta e estratégias abrangentes será possível enfrentar esse desafio global de maneira efetiva.

Fonte: HSM

Em resposta à situação, os Estados Unidos pressionaram a China, que era a principal origem do fentanil, a proibir suas exportações, o que ocorreu em 2019. No entanto, apesar dessa proibição, a China continua fabricando produtos químicos conhecidos como precursores, que são utilizados na produção do fentanil. Esses precursores são enviados ao México e à América Central, onde os cartéis produzem os analgésicos, contrabandeando-os para os Estados Unidos.

Nesse contexto de tensão nas relações entre Estados Unidos e China, congressistas americanos têm publicamente responsabilizado Pequim pela epidemia de opioides e exigido ação enérgica. A questão se tornou um ponto de destaque nas discussões políticas, com apelos por medidas mais enérgicas para combater o problema e reduzir a influência do fentanil no mercado americano.

Essa questão representa um desafio complexo e sensível nas relações internacionais, à medida que os Estados Unidos buscam responsabilizar e engajar a China na luta contra a produção e o tráfico de fentanil. O envolvimento de congressistas e autoridades americanas reflete a gravidade da situação e a necessidade de cooperação global para combater essa epidemia de opioides que tem afetado de forma devastadora a população americana.