“Atritos com PL, encontros no STF e muito mais: os bastidores dos últimos 6 meses de Tarcísio”

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“Aliados em público, atritos com o PL e encontros no STF: os bastidores dos primeiros 6 meses de Tarcísio de Freitas como governador de São Paulo”

Durante os primeiros seis meses de seu mandato como governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) buscou equilibrar forças e manter relações com diferentes atores políticos. Enquanto se mostrava aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL) em eventos públicos e nas redes sociais, ele também manteve diálogo com o Planalto e o Judiciário.

No entanto, recentemente ficou evidente que a relação com seu padrinho político está em crise. Durante uma reunião do PL, Tarcísio foi vaiado após ser interrompido pelo ex-presidente, o que revela tensões internas dentro do partido.

Além disso, como governador de São Paulo, Tarcísio teve encontros com quase todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo sendo a Corte alvo constante de críticas por parte de seu padrinho político. A agenda oficial registrou reuniões com oito dos dez ministros, incluindo Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Nunes Marques. Apenas Rosa Weber e Edson Fachin não foram visitados pelo governador.

Esses bastidores revelam os desafios e as estratégias adotadas por Tarcísio de Freitas para governar São Paulo, buscando manter uma postura política equilibrada diante de diferentes atores e interesses envolvidos.

Fonte: Globo


Durante os primeiros seis meses de seu mandato como governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) buscou estabelecer diálogo com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os ministros, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Luiz Fux se reuniram duas vezes com Tarcísio, enquanto Luís Roberto Barroso, André Mendonça, Nunes Marques e Dias Toffoli tiveram apenas um encontro com o governador desde janeiro.

É interessante notar que, mesmo após sua aposentadoria em abril, o ex-ministro Ricardo Lewandowski também esteve em uma reunião com Tarcísio em 21 de março, demonstrando a importância do diálogo entre o governador e os membros do STF.

Esses encontros refletem os esforços de Tarcísio de Freitas em estabelecer conexões e buscar entendimento com os ministros do STF, com o intuito de promover uma governança eficiente e harmoniosa no estado de São Paulo.

Fonte: Wiki

A montagem do primeiro escalão do governo de Tarcísio não priorizou as indicações políticas dos bolsonaristas, o que gerou insatisfação e resultou em um racha. Segundo aliados do ex-presidente, Tarcísio ignorou e se recusou a nomear pessoas indicadas por eles. Apenas dois dos 24 secretários do governo são considerados bolsonaristas convictos: Sonaira Fernandes, responsável pelas Políticas para a Mulher, e Guilherme Derrite, responsável pela Segurança Pública.

Tarcísio também não compareceu a um evento do PL Mulher em São Paulo, que contou com a presença de Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle. No entanto, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e Valdemar Costa Neto, presidente do PL e desafeto do governador, estiveram presentes. Tarcísio, que se apresenta como um técnico, já criticou Valdemar, considerando-o um articulador político.

Recentemente, a tensão entre Tarcísio e os aliados de Bolsonaro escalou. O governador foi alvo de críticas e vaias em uma reunião do PL sobre a reforma tributária em Brasília. Isso aconteceu um dia após Tarcísio conceder uma entrevista ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). O próprio Bolsonaro também criticou publicamente o governador. Essa crise com seu padrinho político ocorre logo após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornar Bolsonaro inelegível, e Tarcísio foi apontado como o herdeiro político do ex-presidente.